Saudade das grandes! 

Há momentos que nada sei
Que nada sou, que nada quero nem espero
Parece que tudo se perde dentro de mim
Não me encontro, me olho no espelho, não me vejo...
Imagem inversa do meu eu, não me sinto...
Não queria que fosse assim, mas é...
O pior que nem sei se é tristeza, é estranho
Fica  tudo quieto, calado aqui dentro...
Somem-me certezas, desaparecem-me vontades...
Não há fome, não há sede, não há você...!
Nada existe, nem saudade há
Momento em que não existo
Não sinto, não sofro...
Momento em que tento o engano
Quase consigo...! Quase não dói...!

Quase...

(Cris) 

Tô aprendendo a viver sem você



“Para você, eu era um capítulo. 
Para mim, você era o livro!"
Charles Bukowski 
Quando o coração vai parar de (doer). Quando ? 

Quem sabe, 
um dia, eu, 
em mim, 
colha um jardim?
- Mia Couto
- Já disse que te amo. 
- Não faça isso. Não me ame. 
- Está bem - ela disse - Não vou te amar. Vai ser um quase amor. Que tal?
- É uma proposta muito melhor que a anterior.

Charles Bukowski Brasil ,No livro Mulheres.
"(...) Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente. Inteira."
Marla de Queiroz

Lady Antebellum - Need You Now

O ruim de crescer, que quando algo dói, não temos um colo pra acolher! 
Ando em plena confusão...
Há dias que nada sinto, pés no chão, simplesmente sigo ( se bem que isso tem sido tão raro, meus pés já não cabem nesse “curto espaço de (não) amar”, querem voar... mas eu não quero! Porque sou assim mesmo, pura contradição, enquanto os sentimentos me re(viram) por dentro, eu só queria nada sentir... seguir apenas, mas não, ando mais naqueles outros dias(todos...!) em que sou toda sentimento,  inteira  coração...
A verdade é que ultimamente ando sentindo muita saudade...
Saudade daquelas que te arranca da terra pela raiz e te joga inteira na tempestade.Você fica ali bem no meio do furacão, no centro da ventania...Tudo te toca, e te (re)vira do avesso (um carrossel de emoções, um céu de sensações... rodando, girando...). Silêncios em movimento, palavras roubadas pelo vento, alma que fala tão dentro, sussurros perdidos no tempo...
Tudo passa diante de meus olhos, tão rápido, confuso... sem rumo... Meu mundo (girando, pulsando...) dentro disso tudo. Me busco, me sondo, me procuro, não me encontro... Então corro (em vão), e choro, e chovo, e vento, e volto... Não penso! Pulso, sangro, não fujo, amo! Mas, é sempre tudo tão estranho, e de vez em quando dói tanto que me agarro a qualquer detalhe, a qualquer coisa que me faça acreditar em tudo outra vez (acreditar nessa saudade “outra”, saudade estranha, desatenta, desajeitada, desajustada, sei lá! Saudade-Silêncio-Esquisita, não grita...! Não alcança.. mas existe tal qual como a minha...). Me agarro a isso, nem procuro (des)culpas, simplesmente, tão pura e ingenuamente me agarro a  uma vontade, a uma verdade qualquer (até porque não sei se existem verdades que não se contestem...) Li certa vez (André Gonçalves, o cara escreve muito) e transcrevo: “(...)Verdade? O que é a verdade, senão uma mentira repetida e repetida e repetida até que se formem cristais de meias-certezas?(...)" Então, talvez seja isso, ou não... o que importa?
A verdade é que sinto saudade e que não consigo apenas seguir... Queria terra firme, queria poder fincar meus “pezinhos” no chão, cravá-los na terra com todas as minhas forças, eu bem que tento(queria a calmaria), mas quanto mais tento mais me sinto flutuando, me vejo  “pequenininha”, rodando, girando..., e meu coração ainda lá, cada vez mais lá, no centro do furacão... Talvez seja o próprio...
(Porque  em dias como esse: dessa saudade maior, dias em que nem verdades, nem mentiras existem... apenas SAUDADE! já não sei ao certo se é meu coração que se joga ao vento ou se é ele  a própria ventania...)

Texto da Cris doo blog : http://precisotantoaproveitarvoce.zip.net/, que simplesmente descreveu tudo que sinto hoje . 

E mais uma vez, o sono não me acompanha. Mais uma noite acordada pensando o quão tola eu sou. E mais uma vez, me faltam palavras e sobram lágrimas.


Sábado,  2 de Maio de 2015. 
Mais uma noite, mais uma vez  meus olhos estão em lágrimas. Sei lá é mistura de frustração com decepção, associada a uma pitada de " inveja branca" ( se isso existe, sempre achei que inveja só fosse negra. mas...) Está doendo em mim tão forte, denso. Dói não poder ter conquistado tantas coisas que eram objetivos tão claros. E tudo foi se perdendo, eu me perdi. E o encontro novamente tem sido tão doloroso.  Eu queria tantas coisas, e principalmente queria você. E toda bagunça que vem atrelada a ti. Mas, só te  queria por inteiro. Porque chega uma hora que metades já não são suficientes. 
E chega, né?


Me salva do tédio, vai...?

Eu sinto ciúme quando alguém te abraça,
porque por um segundo essa pessoa
está segurando meu mundo inteiro.

 Caio F. 

Eu sinto ciúme ... E tanta saudade de você! 
Precisando URGENTEMENTE : De uma viagem, um amor e de  orgasmos.
  E eu disse urgente!

Você foi covarde. Seu amor é forte, seu corpo é fraco. Você foi covarde como tantas vezes fui por acreditar que a coragem viria depois. A coragem não vem depois. A coragem vem antes ou não vem. Não posso amaldiçoar sua covardia. Sua boca não é rápida como suas pernas para me agarrar. Minhas pernas não são tão rápidas quanto minha boca para lhe impedir. Você foi covarde. Pela gentileza de sempre dizer sim, repetidos sim, quando não estava ouvindo. Já desfrutei de sua covardia, ríspido recusá-la agora porque não me favorece. Porque não fui escolhido. Não aquecerei seu prato para servi-la. Não a ajudarei no parto. Não partirei. Serei aquele que deveria ter sido, enterrado sem morrer, o que desapareceu permanecendo perto. Sou seu constrangimento mais alegre. Sua ferida, seu feriado. Com o tempo, serei sua vontade de se calar. De se retirar da sala. Não conhecerá meus hábitos de puxar o café antes de ficar pronto. De abrir as venezianas como quem procura reunir os chinelos ao vento. Você foi covarde, ninguém iria compreendê-la. Hoje todos a compreendem, menos você mesma. Você não se compreende depois disso. O que é imenso é estreito. O que é infinito fecha. Até o oceano tem becos e ruas sem saída. Até o oceano. Sua esperança não diminui a covardia. Quer um conselho? Finge que a dor que sente é a minha para entreter sua dor. Saudades ficam violentas quando mudamos de endereço. Saudades ficam insuportáveis quando mudamos de sentido.
Você confunde sacrifício com covardia. Compreendo. Eu confundo amor com loucura. Cada um tem seus motivos, sua maneira de se convencer que fez o melhor, fez o que podia. Você me avisou que não tinha escolha. Nunca teria escolha. Você foi educada com a vida, pediu licença, agradeceu os presentes. Confiou que a vida logo a entenderia. E cederia. Engoliu uma palavra para dormir. Não serei vizinho de seu sobrenome. Seus nomes esperam um único nome que ficou para trás. Você não desencarnou, não se encarnou, deixou sua carne parada nas leituras. Morrer é continuar o que não foi vivido. Vai me continuar sem saber. Você foi covarde. Com sua ternura pálida, seu medo de tudo, sua polidez em cumprir as promessas. Você não aprendeu a mentir. Tampouco aprendeu a dizer a verdade. O dia está escuro e não soprarei a luz ao seu lado. O dia está lento e não haverá movimento nas ruas. Você não revidou nenhuma das agressões, não revidará mais essa. Você foi covarde. A mais bela covardia de minha vida. A mais comovida. A mais sincera. A mais dolorida. O que me atormenta é que sou capaz de amar sua covardia. Foi o que restou de você em mim.

Fabrício Carpinejar
Meu maior medo é viver sozinho e não ter fé para receber um mundo diferente e não ter paz para se despedir. Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento. Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado. Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior medo é que a metade do rosto que apanho com a mão seja convencida a partir com a metade do rosto que não alcanço. Meu maior medo é escrever para não pensar.
(trecho de Pais e filhos maridos e esposas II)

Fabrício Carpinejar
Os meus maiores erros, sempre estão ligados a excessos. Se amo, amo exageradamente, se estou junto, é de verdade. Na minha vida não existe meios termos. Sou extremista, meu bem. Sou verdadeira, se eu gostar de você, vou até o fim do mundo pra te ver feliz, mas se eu não gostar, nem o meu bom dia, você vai ouvir.  Não vivo mentiras, não alimento mentiras  dá minha boca você nunca vai escutar nenhuma inverdade. Devaneios no primeiro beijo, choro com um oi mais frio. Imagino todas as meninices, criancices e ices... românticas. Chego ao ponto da idiotice extrema. Mas, ao acordar de alguns devaneios, me sinto mais humana. Pq pior que ser uma boba sonhadora, é ser fria e calculista. Eu machuco o coração mil vezes e sempre me pego repetindo o mesmo erro. Fazendo a mesma besteira e acreditando novamente em pessoas diferentes, mas tão iguais. Em sentimentos, em ... e a vida deve seguir, né?
Seguindo... 

E mais uma vez essa dor que dilacera a alma e faz todo o corpo sentir...Olhos inchados, cabeça rodando, no peito um buraco, no coração só o vazio que restou depois que, de novo e de novo, o amor fraquejou. Se ainda pudesse acreditar nesse amor, amor que não sabe amar não é amor. Amor da boca pra fora, amor que não se incomoda com o que causa no outro. Amor que foge, amor que magoa, amor que fere e nem sequer mostra arrependimento. Amor covarde de um coração frustrado que não tem atitude. Amor que teima no que nunca quis, que desiste do que sempre esperou. Covardia  e só! Covardia que faz da tua vida uma mesmice, que te faz sentir um babaca, que te retira os sonhos, que te faz sentir apenas a falta daquilo que poderia ter sido. O tempo passa e a história se repete, e você continua se sentindo um idiota e eu tentando me convencer que um amor verdadeiro não pode ser assim.... E na acomodação dos teus dias apenas o abismo de alguém que segue tentando se convencer das impossibilidades que você mesmo criou. Segue e procura  não pensar. Não pensa, não sente, enterra tua vontade para não ter que encarar a própria verdade... Segue na superfície das coisas, na rotina dos dias, no vazio de abdicar de si mesmo. Você volta pra aparente calma dessa tua vidinha sem graça, e, olha só, mesmo sem querer pensar, sem querer sentir continua sentindo o mesmo vazio, a mesma frustração de antes... E eu dilacerada, partida, quebrada... mas muito mais inteira que você! Porque assumo o que sou, e, principalmente, o que sinto! Senti, me entreguei, lutei, chorei, choro! Mas, jamais deixei de ser o que sou, sei que errei muitas vezes, disse o que devia e o que não devia também, mas vivi sempre de acordo com a verdade do que sinto. Verdade! Foi tudo que sempre pedi a você. Mas, sei lá, o medo, a covardia, a mentira de uma vida que não é tua modifica as pessoas, será? Mesmo aquelas com a essência mais pura? O moço certinho, que não sabia mentir de repente não consegue falar a verdade? Ou nunca conseguiu? Ou nunca se deu conta da grande farsa em que se transformou? Não sou e nem quero ser a dona da verdade, até porque andei me enganando também, insisti em acreditar num amor que era só meu, em alguém que me dizia impossível não me amar já que sempre me quis, tantas vezes te perguntei se você tinha dúvidas e sempre me respondeu que não, como se fosse normal amar alguém e nada fazer pra viver verdadeiramente esse amor. As mesmas palavras, o mesmo desfecho sem adeus! E espero mesmo que seja assim, a ficha caiu, a ilusão acabou, ainda dói, mas não preciso dizer adeus pra, finalmente,  me convencer do que você sempre me disse... é... sempre me avisou que você não valia a pena. Parabéns! Você me convenceu!  Não consigo mais acreditar nesse amor que você diz sentir... Amor que tem medo de amar? Impossível seguir acreditando num amor que não faz  meuespírito sorrir...

Texto dá Cris, do blog http://precisotantoaproveitarvoce.zip.net/
Diz tanto de mim nesse momento. 
Enfim...
 
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