Procurar pelo amor me foi inútil. O amor me encontrou. Não foi necessário nada além de um coração liberto, aberto e descontraído: o amor foi contraído no momento mais inusitado.
Procurar pelo amor me foi infértil. Deixei minha carência escolher por mim ou torcer para ser escolhida. E o que restou: mais um texto triste, um poema em carne viva.
A procura equivocada me levou para um lugar chamado cansaço. Não havia amor ali naquele abraço. Era qualquer coisa meio juvenil e imatura, onde se busca no sexo a cura sem encontrar realmente intimidade.
Procurar pelo amor também me fez sentir saudade. E por esta sucessão de faltas eu acreditei na força do sentimento que veio com a ausência. Mas eu não havia perdido ninguém, mas abafado, com uma busca desvairada, a minha essência.
E talvez sobrecarregado o Outro. E certamente sobrecarregado a mim. Como haveria espontaneidade assim?
Procurar pelo amor já é finito. Como posso encaixotar numa bússola aquilo que está guardado no infinito?
(Procurar pelo amor me foi inútil. O amor me encontrou).
Marla de Queiroz.

"Adoro quem pensa como eu, mas amo quem me faz pensar de um jeito que eu não tinha imaginado.
Adoro quem me faz sonhar, mas amo quem me faz viver.
Adoro quem me inspira a escrita, mas amo quem me deixa sem palavras.
Adoro quem me entende, mas amo quem fica ao meu lado mesmo sem me entender.
Adoro quem tem paciência para me ouvir, mas amo quem me escuta quando eu não falo.
Adoro quem faz o que eu quero, mas amo quem faz o que eu nem sabia que queria até ser feito."

Carina Destempero
Ah,  se minha mente gritasse tudo que ela imagina. Sei não...  Vontade de um certo delírio, de rosas na cama, chocolate e álcool. Saudade dos morangos. Do corpo, da alma grudada. Do cheiro de sexo, misturado com um amor tão terno. Saudade da conquista diária.  Do emaranhado de sensações e sentidos... Saudade da urgência de ter em mim, o melhor de ti. E saber, que você é meu e eu seria sua por toda a minha vida. Dizem por ai que alguns sonhos viram verdade quando sonhado com força. Fechei os olhos  e apertei os dedos. Quem sabe um dia esse sonho vira realidade. Quem sabe... 

Saudade dos meus devaneios mais safados. Das minhas confissões mais apaixonadas e do seu beijo mais saboroso. 

E no meio de tantos amores, eu vou lá e escolho você, logo você que é totalmente impossível. E esse coração bobo, vive me fazendo passar vergonha. 
Ah, coração. Não me envergonhe, novamente! 


(...) O lugar onde você está indo é onde eu pertenço

Isto eu sei, aonde você for, é onde eu quero estar.

Não chorou na estação de trem. Pela primeira vez não seria conduzida por um adeus ou nenhum aceno. (Como todas as outras vezes em que arrastou suas malas com o rímel borrado, o batom desbotado e a expressão transparente de lágrimas). Agora ia apenas de um lugar para outro, não estava sendo abandonada pela alegria.
Acendeu um cigarro ao ouvir o aviso de um pequeno atraso: mas não tinha pressa. Habitava em outro tempo ou momento onde tudo era suave e podia transcorrer lentamente. Observou sem grande interesse a minúcia dos enfeites das flores de plástico com suas aparências tão reais quanto bonitas. Às vezes, realmente, a beleza parecia artificial.
As árvores corriam apressadas dentro do trem. Apenas manchas verdes aquecidas pelo sol rabiscavam as janelas.
Seu coração estava tranquilo e o olhar cada vez mais sonolento. O homem sentado ao seu lado parecia amá-la com delicadeza e urgência. Deu-se conta do contexto: e abandonou o texto para abraçá-lo.
Marla de Queiroz
França, 04/08/14



Me casei comigo!
Me acertei com minha divisão.
Como diria Cecília Meireles a vida é "ou isto ou aquilo".
Aprendi a conviver com isto e com aquilo.
Aceitei o vazio das incertezas e o caminho das dúvidas.
As pessoas ainda se iludem com as instáveis certezas.
Pouco importa que lado da janela você vai. 
O importante é como aprecia o percurso.
Me responsabilizo pelo que fiz no acerto e no erro.
Então abracei meu lado errante pois ele me ensinou mais do que o acertante.
Não fico esperando nada de ninguém. Chega de demandar do outro o que ele não pode te dar e o que nem você sabe o que é.
Já não espero que aceitem tudo em mim. Sou diferente. E gosto!
Transito bem pela estranheza e fico animada com o turismo.
Entendo quem não me entende. Demorei também de fazê - lo.
No casamento comigo as vezes não quero minha companhia. 
É passageiro. Depois faço algo que admiro e passa a gostar novamente.
Não há casamento com outro sem antes este consigo.
Quando disse SIM no meu casamento comigo. 
Alcancei a LIBERDADE.
Sheyna
Que merda, depois de tanto tempo sem te ter em meus braços, verdadeiramente. Eu ainda sinto falta do seu cheiro. Do seu toque e das nossas 'amorosidades'. 
Sinto falta, ponto. 

"E você ainda insiste em me assombrar e a fazer de reticências meu ponto final. Não há porque mais encontrar culpados, não faz mais sentido, o crime foi prescrito. Eu sei de meu orgulho, eu sei de minha desistência, de minhas fraquezas, e nas tuas não quero pensar. Eu sei que decidi na hora errada, atrasada, e o momento já tinha passado. Não pude, já quis muito, mas não quero mais fazer nada.
As dores já foram sentidas por cada fibra, as lágrimas foram o suficiente, e o coração já encontrou paz depois da perda irreparável.
Por instantes o passado me arrebata, que raiva! Foi muito intenso. Mas foi, não é mais. Não pode ser mais.
Tenha a coragem de me deixar sem você."

Rachel Carvalho

Mandei um 'oi' pra ele, e parecia que meu coração tinha subido para a boca. 
Sobre as nossas desistências...


 Não acredito mais que dar um passo para trás seja algo ruim. Para conseguirmos um salto maior, precisamos impulsionar.E esse impulso, mitas vezes está relacionado com partir, terminar, e se comportar de maneira, muitas vezes, diferente. E nessa de dar passos, vamos nos encontrando um pouco a cada dia. Deixamos de praticar algumas coisas e iniciamos outros comportamentos. Acredito que viver, é isso. Esse partir em pedaços, juntar-se, e morrer tantas vezes. Porque a vida, fatalmente é esse ir e vim, que nunca para pra gente concertar a maquiagem. 




Sou a mulher mais cansada do mundo. Fico cansada assim que me levanto. A vida requer um esforço de que me sinto incapaz. Por favor passa-me esse livro pesado. Preciso de pôr qualquer coisa pesada sobre a cabeça. Necessito constantemente de pôr os meus pés sob almofadas para que consiga continuar na terra. De outro modo sinto-me partir, partir a uma velocidade tremenda, tão leve me sinto. Sei que estou morta. Logo que pronuncio uma frase a sinceridade morre e torna-se numa mentira cuja frieza me gela. Não me digas nada, vejo que me entendes, mas tenho receio dessa compreensão, tenho medo de encontrar alguém semelhante a mim e ao mesmo tempo desejo-o. Sinto-me tão definitivamente só, mas tenho tanto medo que o isolamento seja violado e eu não seja mais o cérebro e a lei do meu universo. Sinto-me no grande terror do teu entendimento, meio por que penetras no meu mundo; e que, sem véus, tenha então que partilhar o meu reino.
Anaïs Nin
Chorei porque não era mais uma criança com a fé cega de criança. Chorei porque não podia mais acreditar e adoro acreditar. Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi a minha dor e ainda não estou acostumada com a ausência dela.
Anaïs Nin
Tomara que a gente tenha maturidade suficiente para olhar pra dentro e reconhecer nossas falhas. Tomara que a gente consiga descartar o que não serve sem apego ou drama. Tomara que a gente possa olhar para a frente sem aquela mágoa azeda do que ficou para trás. Tomara.
Clarissa Corrêa
 Estou cansada de todos esses adjetivos, frases e versos. Cansada dessa vida insossa. Cansada dessa minha mania tola de acreditar que um dia você vai largar tudo e vem viver no meu mundo.  Estou cansada, da profissão, do amor, dessa família. E principalmente de mim. Estou tão cansada! 




Apenas deixei, e a partir desse momento enxerguei com outros olhos! 
 
©Suzanne Woolcott sw3740 Tema diseñado por: compartidisimo