"De repente ser livre até me assusta, me aceitar sem você certas vezes me custa..."

E é tão estranho perceber  que os sonhos,foram talvez, criação dessa mente tão cheia de conflitos. Você partiu, eu parti... E vamos embora cada um pra vida que achou melhor. O nós já não existe mais.Nunca existiu.  A saudade ainda me faz lembrar do tempo que meus melhores sorrisos eram seus. Das tardes que passava lembrando de ti. Mas hoje olho no espelho e projeto que essa felicidade que tanto desejo não está no outro e sim aqui perdida dentro dessa bagunça. 
Seguimos!
The end


Não, as pessoas não estavam sendo descartadas quando eu entrava e saía da história com a minha dor e alguma tranquilidade. Naquela desistência, havia uma sucessão de tentativas infrutíferas. Havia, simplesmente, uma vontade de ser livre e libertar para algo que funcionasse melhor. Não, eu não estava sendo volúvel ou negligente com o amor. Eu mergulhei em todos os instantes com todo o meu ser presente. Mas o esvaziamento lento, gradual e involuntário sinalizou o esgotamento do tempo.
E, naquela hora oca de tudo, não me restou nada além da necessidade de partir...

Marla de Queiroz

Quem nos governa é o tempo.
Dele somos reféns para:
Amar, perdoar, elaborar lutos, aprender, 
Crescer, viver, esquecer, lembrar, se arrepender,
Compreender...
As vezes queria apressar o tempo.
As vezes queria pará-lo.
Sempre quero entender
Quanto tempo o tempo demora
Para fazer o mal estar passar
E outro tempo se instalar.

Sheyna Vasconcelos 

Deixe as más histórias falecerem e escreva na lápide:
aqui jaz a minha decepção.

Marla de Queiroz

E você foi a maior delas.
Sorry.

(...) A gente cai, levanta, chora, celebra. E a vida segue. A gente se conhece também através das reações dos Outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. Às vezes, gente resolve se entregar numa relação depois de respeitar o nosso próprio tempo. Pode ser tarde: é preciso correr o risco de o tempo de espera do Outro ter acabado e isto também precisa ser respeitado. Adoramos garantias mesmo sabendo que elas não existem. Precisamos ter certezas demais de que não sentiremos dor. Mas nunca as teremos.
Então, que o medo não tenha tanto poder sobre nós… E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores - há sempre uma possibilidade de se ter uma agradável surpresa, mas teremos que estar abertos a isso. Nada é tão definitivo, só a mudança.

Marla de Queiroz
Quando estamos em crise por algo específico ou por tudo, uma preciosidade acontece : Saímos do lugar . Damos um passo adiante . Buscamos por outras paisagens, outros personagens, novas histórias . Por mais dolorosa que seja uma crise, ela é um aprendizado . Ele nos diz que o que estamos fazendo não serve mais para que obtenhamos o resultado almejado . Ela nos mostra que aquela relação teve o seu tempo esgotado . Que aquele emprego não nos faz mais feliz . Que gostaríamos de começar outra atividade, nos especializar em outra coisa . Enquanto estamos confortáveis, não nos movemos porque tudo está do jeito que queríamos . Quando esta fase passa é hora de subir outro degrau, abrir um pouco mais a mente e reavaliar o que tem ocupado o nosso coração . Aproveite as crises para crescer, para ousar, para criar um movimento em seu benefício . Reclamar do processo não o resolve . Aceite e ponha ação em suas palavras . E, se puder, agradeça . Há merecimento nas graças obtidas pela GRATIDÃO .

Marla de Queiroz 
"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: 'Se eu fosse você…' A gente ama não é a pessoa que fala bonito. E a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão. (…)”
Rubem Alves, em O Amor Que Ascende a Lua
Fechei  definitivamente a porta!Não por falta de amor, mas por perceber que você não se importa de passar a vida parado na porta, sem saber se entra ou sai. Chega! Eu tomei a decisão por ti. ADEUS! 

Este silêncio é assustador. Não porque talvez ele não seja necessário, mas porque mesmo sendo necessário, ele machuca. E ando muito ferida pra suportar um pouco mais de dor. Então eu queria que alguém me dissesse que vai ficar tudo bem, sabe? Porque esta incerteza toda tem me desnorteado demais. E uma ansiedade aguda toma conta de mim minuto a minuto.E ainda há a saudade.E mesmo que as previsões sejam positivas, tudo ainda me parece tão longínquo!E estou com pressa, e sede e fomes demais. Percebe como minhas palavras estão respirando com dificuldade? Então eu te peço pra não me deixar tão sozinha assim nesta fase. Mesmo que haja sol e as ondas vão e venham incansavelmente me lembrando do movimento da vida, a sua voz me faz tanta falta quanto uma brisa. Não que tenha me faltado companhia, mas em algum momento o abraço termina porque as pessoas têm as suas vidas. E ainda, o barulho das cidades têm me incomodado tanto quanto este silêncio denso. Então eu fico sem saber pra onde ir. E fico tão sonolenta e encolhida no meu canto até que alguém venha me abraçar novamente. E às vezes esse socorro demora tanto por causa da minha necessidade sempre tão urgente de tudo. De paz. Por não querer sufocar ninguém, fico aqui, sufocada.
Só estou te dizendo estas coisas porque acho estranho você não ter a menor curiosidade em saber como tenho me sentido. Depois de tudo. Porque não existe um segundo sequer em que eu não pense e queira saber e deseje que você esteja bem. Só isso.

Marla de Queiroz
Dor só serve para doer, ensinar e passar…
Marla de Queiroz
Então eu tive uma das experiências mais fortes da minha vida. Não havia nada além de um espelho e palavras que eu dizia para os Outros, mas tive que me dizer olhando nos olhos: os mais tristes que já tive. Minha voz tava embargada, mas meu coração tinha certeza do que dizia. Minha fisionomia mudou, e eu consegui gargalhar novamente por ser exatamente como quem estou me tornando.
Eu estava me fazendo muita falta.
Marla de Queiroz
Fomos embora do lugar em que estávamos. Fomos embora juntos da nossa história. Quando fechei a porta do carro, deixei no banco vazio o casaco de desejos que ele, friamente, teceu pra mim. Saí quase nua, embrulhada apenas em algumas palavras balbuciadas com desinteresse. Tive que ir embora antes de ter tempo de mudar a expressão do rosto, embora eu estivesse completamente disposta a ser surpreendida. E o que parecia ter muita luz, escureceu com sua sombra um dia inteirinho de sol e céu azul bem no início do outono.
Era domingo. Era dia anoitecido. Era só mais um adeus. (…)
Marla de Queiroz

O adeus definitivo. 
E, na maioria das vezes em que agi por impulso, levei um tombo. Mas isso nunca me traumatizou: eu descobri que sei cuidar das minhas feridas.

Marla de Queiroz
Eu entendo que talvez eu tenha sido cruel com alguns destinos dos meus personagens, mas a vida toda é essa oscilação de boa sorte e tempos miseráveis em que tudo que a gente pode fazer é esperar e pagar pra ver… E rezar para que passe logo, ou pedir pra que o tempo pare. Essa negociação eterna que todos fazem durante seus dias, para que sejam úteis também os sábados, domingos e feriados, eu faço com a palavra. Eu sei que ela não silencia, mesmo quando digo que. Silenciar não é emudecer. Mas ela muda de casa, ela explora outras áreas, ela viaja pra outros templos...

Cupido - Legendado

Porque fazemos nossas lacunas não do tamanho das nossas falhas, mas do tamanho das arestas do Outro. E onde parece haver um ato de total coragem, pode apenas ser a nossa mais pura covardia. Ou vice-verso.
Porque a nossa aparente generosidade, pode somente dar a dimensão do nosso egoísmo, da necessidade de manipulação e senso de autoimportância.
Porque descobrir que quem te ama não precisa de você, tinha que ser bom, mas o ego só deixa doer.
Porque onde sobra amor pelo Outro pode, simplesmente, ser a falta do mesmo… por nós mesmos.

(Na maioria das vezes, quando alguém nos abandona, é porque já fomos embora de nós).
O meu amor por você é tão intenso, tão bonito, que me faz querer entender o "porquê" de as vezes colocar tudo a perder com as minha idiotices, criancices,estresses desnecessários etc.Realmente eu não sei como consigo ser tão carinhoso e as vezes ser totalmente o contrario, ser tão atencioso e as vezes não. Mas o que eu quero que você saiba é que o meu maior desejo hoje, é que um dia possamos ser um só. Pois você é um menino tão especial, tão fofo, tão meigo( tudo que eu mais admiro) tão apaixonante,um menino que me faz querer ser a cada dia uma pessoa melhor, não só no nosso relacionamento, mas na vida em geral. Com você na minha vida eu tenho vontade de fazer o bem.Eu espero do fundo do meu coração que essas brigas só sirvam pra mostrar que não conseguimos viver sem estarmos um ao lado do outro.Eu te amo meu" princeso", quero muito estar comemorando daqui a 60 anos nossas bodas de diamante, cheio de filhos, netos e bisnetos ao nosso redor, felizes e satisfeitos de termos vivido nossas vidas intensamente sabendo lidar com todos os problemas e superar qualquer situação. Te amo mais que tudo nessa vida, quero te prender ao meu lado e nunca mais deixar você sequer se afastar o mínimo de mim.
Mas estou cansada, apesar de minha alegria de hoje, alegria que não se sabe de onde vem, como a da manhãzinha de verão. Estou cansada, agora agudamente! Vamos chorar juntos, baixinho. Por ter sofrido e continuar tão docemente. A dor cansada numa lágrima simplificada”.

. Clarice Lispector in Perto do Coração Selvagem .
Que possam se doer em paz os que sofrem: por angústias existenciais, desamor ou qualquer coisa que pareça banal. Que possam, simplesmente, silenciar e não sorrir naquele dia. Que possam entrar em contato profundo com o trecho machucado de sua vida, com a garganta magoada pelo choro engolido, com a vontade da desistência. E que, a partir disto, possam qualquer coisa, inclusive decidir o que fazer com isso: pode ser que tanto, pode ser que nada. Mas, sobretudo, que percebam a não obrigação de cumprir o imperativo milenar do “reaja, melhore esta cara, vamos viver!”, pois a vida é esta poça de lama também. Então, que sejam respeitados em sua dor os que sofrem e que não sejam importunados senão por um abraço, ou talvez nem isso. Respeitem seus cansaços. Não cobrem luz da sombra. Que possam se doer em paz enquanto seres sentimentais: ao menos não fizeram uso de anestésicos emocionais. 
Marla de Queiroz 
 
©Suzanne Woolcott sw3740 Tema diseñado por: compartidisimo