Essa tristeza que consome e corta... dilacera... O que faço com ela, o que faço de mim? 

O que fazer com os cacos?




você
“O amor imaturo diz: Eu te amo porque preciso de ti. O amor maturo diz: Eu preciso de ti porque te amo.”- Erich Fromm
Antes de pensar em um relacionamento amoroso, seria ideal se fazer a seguinte pergunta: “Eu me conheço bem?”, “Sei lidar com minhas próprias questões?”.
É comum buscarmos no outro o amor que ainda não temos por nós mesmos (ou temos e não conseguimos enxergar), mas ao invés de aprender o auto amor (que vem de nós e para nós), escolhe-se a alternativa mais fácil, alguém que supra este amor (um amor de fora). De forma inconsciente, busca-se alguém que possa preencher esses buracos internos, essa sensação de vazio que a própria pessoa deveria preencher. É como tampar um buraco em uma parede colocando uma obra de arte na frente do buraco que tanto incomodava. A pessoa apaixona-se pela obra de arte, adora olhá-la, tocá-la, sente-se bem, mas o buraco continua ali, por hora esquecido, não visto. O buraco na parede é o vazio que sentimos quando não nos damos o devido amor e o quadro na parede seria o namorado, namorada, a outra pessoa que buscamos para nos dar o que nós mesmos não nos damos. Cria-se expectativas, surgem fantasias do tipo: “esse quadro me completa”, “Esse quadro me faz tão feliz”, mas na verdade esse quadro apenas tampa um buraco. E quando a pessoa termina o relacionamento eis que vem a tona toda a dor de sentir este vazio, que sempre esteve ali. Terminar o namoro seria tirar o quadro da parede.
Esse movimento é mais comum do que imaginamos, quantos e quantos casos de relacionamentos que começam assim, surge a dependência do outro e quando o “outro” não está presente tudo perde a graça, a cor, a beleza.
 Ninguém tem a obrigação e nem deve fechar o buraco da nossa parede, que é só nosso.
Há pessoas que não conseguem ficar sozinhas, pulam de um relacionamento para outro, sofrem muito a cada término, apesar disso repetem: “Eu não consigo ficar sozinha (o)”. E buscam o tempo todo um quadro para sua parede. Gosto muito de uma frase de Fernando Pessoa, que ilustra perfeitamente o que escrevi acima:“Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.”
Quanta sabedoria em uma frase. Atravessar a dor da nossa própria solidão. Aprender a ficar a sós com a pessoa mais importante do mundo (ou que deveria ser): Você!
Cada pessoa precisa aprender a suprir suas próprias carências, dar a si mesma o amor e carinho que merece. Que o outro, namorado, namorada, marido, esposa, não tenha o peso de nos completar, de nos fazer feliz, mas que cada pessoa possa buscar se completar, ser cada vez mais bem resolvida, feliz, realizada e que a outra pessoa venha para somar, transbordar.
 Não que exista algum problema em ser amado, de forma alguma. O problema, repito, é quando queremos que a pessoa faça a parte que não estamos fazendo. Quando nos amamos, aí sim estamos prontos para amar outra pessoa e receber amor. Quando fechamos o buraco de nossa parede, podemos colocar o quadro que quisermos, aí então ele não estará mais ali para tampar um buraco e sim para embelezar, somar, fazer parte do espaço.
 Você consegue ir ao cinema sozinho? Consegue ir a um restaurante e se deliciar mesmo sem companhia? Ou você é dependente da presença de outra pessoa ou outras pessoas? Não que eu queira estimular o egoísmo ou a solidão, mas em geral, aquela pessoa que não consegue nem se imaginar indo ao cinema sozinha, andando em um shopping, indo a um bom restaurante, é a mesma que vive em busca de alguém que a faça feliz. Como se precisasse de alguém para se sentir completa. Um relacionamento que começa assim já está fadado ao fracasso.
É estranho quando ouço alguém dizer:
“Você me completa” “Só você me faz feliz” “Você é a razão da minha vida”
São sinais de que a pessoa pouco se conhece, afinal, é de responsabilidade de cada um se completar, buscar a felicidade, ter uma razão para viver (e que não seja um amante esta razão).
Agora imaginemos uma pessoa que consiga lidar consigo mesma, reconhece suas carências, busca se cuidar, se gosta, vai atrás dos seus objetivos e conhece alguém, se apaixona, passa a um relacionamento sério, provavelmente esta pessoa não será refém da outra, não irá fazer exigências descabidas, pois ela já é feliz, e busca em um relacionamento justamente alguém para dividir experiências, trocar carinhos, seguir junto. Busca um quadro para enriquecer a parede.
 Mas se eu não quero alguém para me fazer feliz, para que arrumar um namorado? Se alguém, a essa altura do texto fez essa pergunta, é melhor voltar, ler e reler. Se você busca alguém para te fazer feliz, boa sorte. Vai buscando, procurando, talvez ache. Mas essa postura é a da criança, que quer porque quer alguém para fazer seus caprichos. Que quer o brinquedo novo e se a mãe não comprar fará birra. Que possamos aprender a ver no parceiro ou parceira muito mais do que alguém que carregue este peso de nos fazer feliz, quem sabe alguém para trilhar o caminho da felicidade ao nosso lado, aprender coisas novas, dividir experiências.
 Para finalizar, gosto muito desta frase de Mariuza Percolato:“Eu vou me amar até não precisar mais de você, e quando não precisar mais de você é que estarei livre, para te amar de verdade”.
Texto : Bruno Rodrigueis, http://outroslados.com.br/relacionamento-amoroso/eu-te-amo-ou-preciso-de-ti/

Tarde chuvosa  do dia 24 de Julho de 2014,

Tenho uma semana dormindo com aquele casaco de listras roxas, sei lá, ele me traz uma lembrança boa de você.  lembranças de momentos vividos. Principalmente  das sensações vivenciadas com ele. E dá uma saudade da tua pele, do cheiro. E dá forma que tira a minha roupa. Saudade... Gritante, cortante do som de sinos, que escuto quando estou em seus braços. Saudade do teu cheiro de chocolate... e daquele seu cheiro que é tão meu. 
Tarde chuvosa e pensamentos em ti...
Sensação de paz, acho que estou iniciando um processo de  encontro comigo tão genuíno, que o outro já não tem tanta importância. 
Desejo amor... 



Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera. Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.

Tati Bernardi 
“Pensa numa pessoa ciumenta, dramática, estranha, ás vezes chata, teimosa, insuportável, difícil de entender, feliz e infeliz. Pensou? Então, sou eu.”
— Clarice Lispector.
Terça-feira de Lua Cheia de 1999.
"FULANO",
Tenho escrito a você mentalmente todos os dias. Hoje me ocorreu enviar algo.
É que gostaria que soubesse que só tenho lembranças boas do nosso início de história, mas precisei me afastar para não “forçar a barra”. Sei que dentro das suas limitações você abraçou um lado meu que achava bonito, mas rejeitou um outro também repleto de belezas e sombras e, de qualquer maneira, eu nunca soube lidar com a rejeição: fico com cara de choro e peço colo fora de hora (inadequadamente), o que pode ser chatíssimo para quem, no momento, está sem condições de se doar e precisa cuidar somente de si. Não há julgamento no que te escrevo, mas uma forma de olhar como quem se olha no espelho...
É que tenho sempre tanta vontade e pressa de que tudo dê certo que, às vezes, ultrapasso a faixa que indica que já andei os meus 50% do caminho e fico querendo andar os 50% do outro para que haja logo um ENCONTRO. E o nome disso tudo é MEDO. 
O meu medo foi tão grande quanto ao seu, mas alguém tinha que investir de alguma forma e eu me aventurei. Quis tanto você por perto que já nem me importava mais para quê. Me predispus a esperar “seu momento”mas me dei conta de que eu estava batalhando inutilmente e me agarrando com uma força quase insultuosa a um corpo completamente destituído do que eu realmente precisava. Adiei demais minhas entregas reais, bebi muito na Literatura e encontrei um refúgio, uma bolha de proteção de tudo que pudesse me doer depois. E os meus referenciais de relacionamentos nunca foram positivos, por isso tantas fugas criando personagens, inventando histórias e abandonando capítulos inteiros pela metade.
De repente me veio uma vontade louca de investir verdadeiramente em alguém e não sei exatamente o porquê, embora você me dê inúmeros motivos para isto, te escolhi como meu foco. Mas você não estava na mesma disposição para o abraço e me deparei com mais uma fuga minha: atrair alguém não disponível afetivamente para que eu desistisse do meu entusiasmo inicial e, mais uma vez, abandonasse o primeiro capítulo pela metade.
Não sei ainda aonde quero chegar, só acho justo te contar essas coisas.
Sinto saudades das nossas trocas e da nossa relação literal/mente, mas se eu continuasse com isso ficaria cada vez mais confuso e difícil para mim reorganizar você dentro dos meus sentimentos. Decidi o que quero e preciso vibrar nesta energia para atrair a história INTEIRA e INTENSA com POESIA e PRESENÇA. Do jeito em que estávamos só conseguiria me nutrir de esperança infantil dessas que nos vão cegando e deixam tolos e desinteressantes para o Outro.
Enfim, sigo daqui sonhando em publicar meus livros, meus textos. Sigo com minhas angústias, alegrias, saudades. Concentrada nas coisas que quero de imediato e desejando com todos os detalhes. Ainda não tem um rosto, quase teve o seu, mas desejar um rosto é interferir no destino alheio e isso eu não faço.
Ficarei bem, fique bem. Teremos sorte. Ainda nos encontraremos “por acaso”(!) para falar de amor, amizade e sobre a ANATOMIA DA POESIA...
Teus poemas estão guardados num escaninho precioso da minha memória. Teu cheiro, tua voz e um jeito muito seu de não “se dobrar”também!
É com um nozinho na garganta , mas com a voz mansa e o coração sossegado que eu me despeço: Até quem sabe!

Marla de Queiroz


10 dicas que ajudarão a melhorar a qualidade do seu casamento. Confira!

#1 Vão para a cama ao mesmo tempo - Algo comum no início do casamento, é preciso se atentar para que esta prática não se perca. Irem para a cama juntos é um símbolo forte de cumplicidade. Não importa se um de vocês dois sairá da cama mais cedo. O importante é o ato de dividirem este momento.

#2 Cultivar interesses comuns - Depois que a paixão inicial se acalma, é normal perceber que vocês tem poucos interesses em comum. Isto, porém, não minimiza a importância das atividades que você podem fazer juntos. Se os interesses comuns não estão presentes, casais felizes os desenvolvem. Ao mesmo tempo, não se esqueça de cultivar interesses próprios, isso irá torna-lo mais interessante para sua parceira.

#3 Andar de mãos dadas ou lado a lado - Caminhas lado a lado ou de mãos dadas, é criar e fortalecer vínculos. Para as mulheres é muito desconcertante quando o marido sai andando na frente ou caminha mais devagar querendo ficar para trás. Não deixe que o tempo e a rotina tirem de vocês este hábito tão comum durante o período do namoro. Casais felizes conversam, admiram a paisagem, juntos.

#4 Crie padrões de confiança e perdão - Criar estes padrões ajudará a evitar alguns incômodos ao longo do casamento. Casais felizes quando se desentendem conversam e confiam um no outro e perdoam, se for o caso, ao invés de criar um ambiente de relutância de desconfiança.

#5 Concentre-se nos pontos positivos de sua parceira -  Se você começar a procurar defeitos em sua esposa, é certo que encontrará. O mesmo acontece com as qualidades. Tudo depende do que você procura! Casais felizes preferem observar e acentuar as qualidades um do outro e isso os ajuda a lidar com os defeitos.

#6 Se abracem ao se encontrar - Nossa pele tem memória, e ela guarda o "bom toque" (amado), "mau toque" (abusado) e "sem toque" (negligenciado). O contato proporcionado por um beijo rápido não é suficiente para ativar esta “memória”. Casais que dizer “olá” com um abraço mantém sua pele impregnada pelo "bom toque".

#7 Diga "eu te amo" e "Tenha um bom dia" todas as manhãs - Esta é uma ótima maneira de ajudar sua parceira a lidar com tranquilidade com toda a correria e stress do dia a dia, como engarrafamentos, problemas no trabalho, etc.
comprar um pouco de paciência e tolerância que cada parceiro estabelece a cada dia para os engarrafamentos de batalha, longas filas e outros aborrecimentos.

#8 Dizer "Boa noite", todas as noites, independentemente de como você se sinta - Isto diz a sua parceira que, independentemente de quão chateado você esteja com ela, você ainda quer estar na relação. Dizer boa noite, mesmo chateado, é o mesmo que dizer que a relação de vocês é maior do que qualquer incidente.

#9 Verifique como está sendo o dia dela - Dê um jeito de conversar com ela em algum momento ao longo do dia para saber como vão as coisas. Esta é uma ótima maneira para estar em sintonia e ajustar suas expectativas. Se ela estiver em um dia terrível, você estará pronto para acolhê-la quando chegar em casa.

#10 Tenha orgulho de ser visto com ela - Casais felizes têm o prazer de serem vistos juntos e estão frequentemente em algum tipo de contato afetuoso. Quando se está seguro quanto ao que sente, o homem não tem vergonha de demonstrar seu afeto publicamente, já que isso é expressão de sua realização e felicidade.

Fonte: areaH
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Não, o amor não morre. Ele apenas adormece  e vai ficando lá no fundo, onde muitas vezes não é lembrado. Ele, que era a fonte dos seus dias, de uma hora pra outra passa a ser apenas uma lembrança boa de uma vivencia, que deixou saudade. 



As minhas entregas são definitivas no agora para sempre hoje. Não me importa o seu medo, teus motivos, tuas fugas. Eu me entorno no que faço, viro a coisa inteira, não tomo a atitude, me torno a própria. Eu não escolhi a minha intensidade, ela veio com muita personalidade e uma quase autonomia. Não pretendo o gozo, busco o Nirvana. Sou flexível ou radical por uma questão de experiência. Eu sobrevivo às frustrações e me responsabilizo pelas minhas desistências. A minha adaptabilidade foi conquistada através de uma profunda reflexão, o que não quer dizer que eu aja por conveniência se não estiver em consonância com a minha essência. Pode parecer arrogância: tantas coisas se parecem com o que não são. Não abrevio minhas emoções, não interrompo meus desejos, sou objetiva nas minhas querências. Não banalizo minhas angústias e sofro como qualquer ser humano por questões tão corriqueiras como rejeição e todas estas coisas que nos fazem olhar para a vida, por um instante, com certo cansaço e desânimo. Mas corro os riscos e banco a minha história, pois a escrevo e reescrevo quantas vezes for preciso. 

Por isso, antes de me julgar, faça as pazes contigo.

Marla de Queiroz
Sobre todos os nossos porquês...

É fácil julgar "Joãozinho", quando ele tem uma atitude ruim , ou que não  nos agrada. Difícil é compreender que "joãozinho" só vai oferecer os repertórios que ele vivenciou pela vida afora. E  quem tem paciência pra escutar e acolher? Ninguém né... Pois é! Essa semana tive uma discussão em uma rede social, porque um individuo fez uma postagem sobre uma criança de 13 anos que matou uma quantidade de pessoas com requinte de crueldade e que estava preso  relatando o fato com muita naturalidade. Pois bem, postei que essa criança era mais um vitima dessa sociedade que vivemos, das famílias desestruturadas, da falta de escolas e principalmente  da falta de amor ao próximo. O individuo bradou, gritou, disse que tinha essa postura porque não foi um parente meu. Relatei que nessa frase dele, ele demostra mais egoismo, porque se for um parente alheio, tudo bem, mas me doí mais sendo meu parente. Claro que a dor por ser um ente é maior, mas também precisamos amolecer o coração  para as dores alheias. 
Estamos tão 'brutalizados' as dores alheias que já não nos sensibilizamos para as mazelas humanas. Esse menino é vitima e agressor. Nós somos vitimas e agressores.  Mas o que diferencia ele de nós? Talvez a arma que ele tem nas mãos. Mas nós também não temos também? 
Eu peço, que possamos ser mudanças. Hoje temos medo de ajudar o próximo. Onde iremos parar com tudo isso? Justiça com as proprias mãos ou ... ?  

O Teatro Mágico - Você me bagunça (Legendado)


O mais engraçado disso tudo é que você virou um fantasma, que assombra meus sonhos, e alguns dias a minha realidade. Mas o mais impressionante é que não quero tirar-lo, ainda, da minha vida. Mesmo em noites como essa, que sonhei com você de todos os jeitos.  Esses fragmentos de você, me trazem conforto. O cheiro que coloco no meu travesseiro pra lembrar de ti. O livro que leio toda noite, aquele que você me deu, que tem uma legenda que não entendo metade dela,mas que pra mim é o melhor escrito do mundo.
E nesses devaneios os meus dias tem acontecido. E os seus? 

Eu não consigo mais acomodar você dentro de mim depois da pasmaceira de tempo perdido, de jogo barato, de sedução cheia de recato. A mesma atitude de todos eles, todos os que eu não quis porque provavelmente não iam me querer por muito tempo. Não fiquei com raiva porque eu não tenho espaço o suficiente aqui dentro para ter raiva de muitas coisas e, naquele momento, eu tava com irritada com algo que segurou meu foco. Mas eu senti uma preguiça profunda quando te vi ali, plantado embaixo da minha janela fazendo pose de ciumento arrependido. Fazendo cara de marido ressentido. Vítima tirana da minha democracia: “vamos decidir juntos o que a gente vai fazer nesta tarde vazia? Desta vida vadia? Desta cara emburrada? Deste jeito escroto de querer que eu seja exatamente o contrário daquilo que te atraiu no início?”.

Eu não consigo mais acomodar você dentro de mim porque eu fiquei bem cansada da tua autopiedade. Desta falta de dignidade. Da necessidade de seduzir pra me distrair e se autoafirmar. Sua mania de tentar despertar emoções e tentar tirar tudo do seu indevido lugar.

E por não conseguir mais te acomodar aqui dentro de mim, eu te peço:
Por favor, deixa em paz o meu caos.

Marla de Queiroz
"Aprendi com muita pancada da vida, que amor a gente nunca deve pedir. Mesmo que a gente precise muito, mesmo que a falta dele nos tire os últimos respiros de ar. Amor mendigado não é amor, pode ser qualquer coisa perto da ilusão ou do desprezo, mais do que isso não. Amor deve nos chegar gratuitamente. Sutilmente se penetra na solidão dos dias, recolhe as lágrimas, abre as janelas das noites mais frias, apaga as palavras que cortaram, lava nosso rosto, redescobre nosso riso. Não nos pede nada. Amor é acontecer".
Cáh Morandi
Eu sinto saudade de tantas coisas, mas é uma saudade diferente. Não é aquela que devastava o mundo pra ter um prazer individual. Estou em um momento mais humana. Talvez, menos egoísta.Peço a Deus que ilumine todos os passos das pessoas que deixaram minha vida. Eles, que me ensinaram tantas coisas, assim no plural, porque esse "eles" estão inclusos  amigos, namorado, parentes... Que seja doce o que for vivido atualmente! 

E bateu o cansaço de me cansar com as mesmas coisas, pessoas, situações. Não sou mais a mesma, eu não mudei apenas o meu cenário e os meus personagens, eu mudei a mim, mudei meus hábitos e comportamentos. Decidi seguir adiante, me lançar no desconhecido. Nada e ninguém me pertencem, e nisso encontrei minha libertação. Então pode ser que a gente se encontre: eu serei a tempestade, o dia de sol, o céu azul, a nuvem negra, a ressaca do mar, o voo de um pássaro ou de uma borboleta... mesmo com a asa quebrada.

Marla de Queiroz
(...)Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu.
Florbela Espanca
 
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