E mais uma vez essa dor que dilacera a alma e faz todo o corpo sentir...Olhos inchados, cabeça rodando, no peito um buraco, no coração só o vazio que restou depois que, de novo e de novo, o amor fraquejou. Se ainda pudesse acreditar nesse amor, amor que não sabe amar não é amor. Amor da boca pra fora, amor que não se incomoda com o que causa no outro. Amor que foge, amor que magoa, amor que fere e nem sequer mostra arrependimento. Amor covarde de um coração frustrado que não tem atitude. Amor que teima no que nunca quis, que desiste do que sempre esperou. Covardia  e só! Covardia que faz da tua vida uma mesmice, que te faz sentir um babaca, que te retira os sonhos, que te faz sentir apenas a falta daquilo que poderia ter sido. O tempo passa e a história se repete, e você continua se sentindo um idiota e eu tentando me convencer que um amor verdadeiro não pode ser assim.... E na acomodação dos teus dias apenas o abismo de alguém que segue tentando se convencer das impossibilidades que você mesmo criou. Segue e procura  não pensar. Não pensa, não sente, enterra tua vontade para não ter que encarar a própria verdade... Segue na superfície das coisas, na rotina dos dias, no vazio de abdicar de si mesmo. Você volta pra aparente calma dessa tua vidinha sem graça, e, olha só, mesmo sem querer pensar, sem querer sentir continua sentindo o mesmo vazio, a mesma frustração de antes... E eu dilacerada, partida, quebrada... mas muito mais inteira que você! Porque assumo o que sou, e, principalmente, o que sinto! Senti, me entreguei, lutei, chorei, choro! Mas, jamais deixei de ser o que sou, sei que errei muitas vezes, disse o que devia e o que não devia também, mas vivi sempre de acordo com a verdade do que sinto. Verdade! Foi tudo que sempre pedi a você. Mas, sei lá, o medo, a covardia, a mentira de uma vida que não é tua modifica as pessoas, será? Mesmo aquelas com a essência mais pura? O moço certinho, que não sabia mentir de repente não consegue falar a verdade? Ou nunca conseguiu? Ou nunca se deu conta da grande farsa em que se transformou? Não sou e nem quero ser a dona da verdade, até porque andei me enganando também, insisti em acreditar num amor que era só meu, em alguém que me dizia impossível não me amar já que sempre me quis, tantas vezes te perguntei se você tinha dúvidas e sempre me respondeu que não, como se fosse normal amar alguém e nada fazer pra viver verdadeiramente esse amor. As mesmas palavras, o mesmo desfecho sem adeus! E espero mesmo que seja assim, a ficha caiu, a ilusão acabou, ainda dói, mas não preciso dizer adeus pra, finalmente,  me convencer do que você sempre me disse... é... sempre me avisou que você não valia a pena. Parabéns! Você me convenceu!  Não consigo mais acreditar nesse amor que você diz sentir... Amor que tem medo de amar? Impossível seguir acreditando num amor que não faz  meuespírito sorrir...

Texto dá Cris, do blog http://precisotantoaproveitarvoce.zip.net/
Diz tanto de mim nesse momento. 
Enfim...

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Coloquem aqui os seus devaneios e confissões...
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Tami

 
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