E eu, que fiz silêncio até aqui, agora ardo. É porque tem coisas que, quando guardadas, nos guardam também. Guardam nossa vibração pela vida, nossa intensidade plena, nossas alegrias exaustivas. E quando deixo o silêncio ser maior, tantas vezes é por falta de reação, uma apatia e cansaço diante do mesmo diálogo que nos levam as mesmas respostas. E essa ardência é sintoma de peito calado, é consequência de amor sufocado, é uma explosão que comunica a gota d'água e transborda as fés vencidas. E eu, que colecionei todas as feridas e as tapei como quem abafa o som de um megafone com a mão, sinto agora o eco no coração, vazio de sim, tão cheio de não.

Lilian vereza 

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