Sou filha da charneca erma e selvagem: 
Os giestais, por entre os rosmaninhos, 
Abrindo os olhos d'oiro, p'los caminhos, 
Desta minh'alma ardente são a imagem. 

E ansiosa desejo - ó vã miragem - 
Que tu e eu, em beijos e carinhos, 
Eu a Charneca e tu o Sol, sozinhos, 
Fôssemos um pedaço da paisagem! 

E à noite, à hora doce da ansiedade 
Ouviria da boca do luar 
O De Profundis triste da saudade... 

E, à tua espera, enquanto o mundo dorme, 
Ficaria, olhos quietos, a cismar... 
Esfinge olhando a planície enorme...

Minha, Florbela. 

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Entrem e fiquem avontade!
Coloquem aqui os seus devaneios e confissões...
BeijinhO,
Tami

 
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