Qual a sua capacidade de amar?


Você já se fez esta pergunta? 
A pergunta seria mais ou menos assim: “Afinal qual é a minha capacidade de amar?
Vou explicar porque esta pergunta é tão importante. E para tal irei citar uma famosa frase do grande psicanalista Erich Fromm:“A maior parte das pessoas vê no amor, em primeiro lugar, o problema de ser amado, e não o problema da própria capacidade de amar".
Erich Fromm tem uma capacidade incrível de escrever sobre o amor, de forma profunda, fica a sugestão de seu livro “A arte de amar”.
Mas voltando para a frase acima, vamos analisá-la. De fato a grande maioria das pessoas se preocupa com o problema de ser amado.
Será que vou encontrar alguém que me ame de verdade?
Será que ele vai gostar de mim?
Será que ela me ama?Esta é a grande pergunta antes de se envolver com alguém.
Quando na verdade outra pergunta deveria vir primeiro.
"Será que eu sei amar? "
"Qual a minha capacidade de amar?"
"Querer ser amado é fácil mas será que consigo amar?"
Isso prova o quanto agimos de forma infantil diante dos relacionamentos. Isso mesmo que escrevi. Até porque queremos sim ser amados, então buscamos alguém que nos dê amor (pelo menos essa é a intenção). 
Assim como na infância queríamos o brinquedo novo e se não ganhávamos fazíamos birra. Ou chorávamos quando não tínhamos o chocolate.
Ninguém (nenhuma criança) parava para pensar que se meus pais me negam chocolate é que possivelmente irá atrapalhar a minha dieta, ou que se não ganhei um brinquedo novo pode ser devido à dificuldade financeira ou simplesmente querem me ensinar a valorizar o que já tenho.
Claro que não pensamos isso, afinal somos crianças. Mas… espera, quantos que embarcam em um relacionamento desta forma. Se iludem, se empolgam, se jogam e depois vem as consequências, querem ser amados, querem carinho, mas não sabem dar nem receber. Ou só sabem fazer como as crianças fazem.
Vou provar com um exemplo bem moderno:Casal começa a namorar, aí a moça posta uma foto do casal no facebook e ele não curte a foto. Aí ela fica brava, reclama, briga, fecha a cara, só porque o cara não curtiu a bendita foto. Começa a birra. O exemplo poderia ser inverso, o rapaz reclamando da moça. As chatices. Qual a diferença de uma criança para um casal desses? Resposta: A idade.
Uma pausa no exemplo para voltar na frase, que é o assunto do texto de hoje: "Nossa capacidade de amar". 
Mas de onde vem essa capacidade?
Nossa primeira experiência de amor veio através de nossos pais, aliás, da relação que tivemos com nossos pais. E aí a coisa começa a complicar, uma vez que tem pessoas que não se davam bem com a mãe, outras que reclamam da ausência do pai, e ai podemos pensar em uma infinidade de exemplos e sim, Freud estava certo, nossa infância interfere e muito em nossa vida adulta.
Pare por um momento e pense, qual foi a experiência de amor que você teve com sua mãe? Pense por um instante. Em seguida busque se lembrar de como era a relação de amor com seu pai. Ele era presente? Você sentia proteção, carinho?
Pessoas que sentem que não foram verdadeiramente amadas, possuem uma grande chance de não conseguirem amar, ao menos é claro que busquem ajuda, busquem reverter isso. Mas entenda o motivo, a pessoa não teve no que espelhar, não teve base. Nós damos o que temos. Diferente de alguém que cresce em um lar aconchegante, família presente, carinhos constante. Esta pessoa terá maior chance de lidar com esta emoção que ela já conhece.
E como cobrar amor de uma pessoa que nem sabe o que é isso? Você já parou para analisar o histórico familiar do seu namorado ou da sua namorada? Antes de continuar cobrando mudanças que tal tentar entendê-lo (la).
Ok! Mas Bruno, realmente eu não tive carinho, não tive meus pais presentes, meus tios me tratavam melhor do que meus pais. Então quer dizer que eu nunca vou saber amar?
De forma alguma. Mas se você tem noção dessa dificuldade, e quer mudá-la busque caminhos. Comece lendo o livro que indiquei sore "A arte de amar", estude a história de pessoas generosas que souberam transformar suas vidas em verdadeiras histórias de amor. Recomendo que faça psicoterapia, para assim superar alguns possíveis conflitos que estão ai guardados, ou magoas que precisam ser superadas.
Nada melhor do que estar em paz com o passado, para iniciar um bom relacionamento. (até porque estar em paz com o passado é uma forma de falar, significa estar em paz com nós mesmos)
Um outro ponto importante : A grande maioria das pessoas não entende NADA sobre relacionamentos. Mesmo as que acreditam que entendem.. Normalmente falam isso baseado nas várias experiências que tiveram. Quantidade não significa qualidade, e ainda existe uma tendência de repetir padrões. O que significa que a pessoa não aprendeu muito com seus vários relacionamentos, mas possivelmente repetiu o mesmo padrão de formas diferentes.
Quando falamos em relacionamentos, nós temos os nossos modelos, mesmo que isso não seja muito claro para nós. 
Os relacionamentos dos nossos pais irão servir de modelo para nós. Os relacionamentos das pessoas mais próximas, tios, primos, amigos também e depois os nossos relacionamentos.
Você já parou para pensar no que significa um relacionamento amoroso para você? 
Qual sentido você dá para um relacionamento? 
Esqueça por um momento os modelos que você tem, comece a criar o seu próprio.Outra pergunta a se fazer:O que eu espero de um relacionamento?
E por último a mais importante:O que eu tenho a oferecer em um relacionamento?
(como resposta desta pergunta, eu já vi cada resposta surpreendente, do tipo, não tenho nada, acho que nada, eu não sou nada. E vindas de pessoas aparentemente hiper seguras)
Sim, o que você tem a oferecer, pense nisso, faça uma lista, pense em tudo o que você tem parar oferecer em um relacionamento. Afinal um relacionamento é troca.
Um relacionamento onde só se quer receber está fadado ao fracasso. 
Que o outro na relação não sirva para fazer nossos caprichos. Para fazer as nossas vontades (a menos que queira).
Voltando no exemplo moderninho.
Se o cara não gosta de curtir foto em facebook, porque ele precisa começar a curtir? Só para a mocinha ficar felizinha? Você quer uma pessoa de verdade ao seu lado ou alguém que simplesmente faça suas vontades? Talvez a segunda resposta. Talvez você não teve o amor que queria do seu pai, ou talvez da sua mãe, ou talvez teve e nunca deu o devido valor ou talvez não se ame de verdade e busca alguém que faça isso por você.
Bem, são muitas as possibilidades, só quero provocar mesmo, criar dúvidas, gerar perguntas de vocês para vocês mesmos. 
Questionamentos internos.
E encerro o texto de hoje com uma conclusão:
“Muitas vezes buscamos no outro o amor que ainda não temos por nós mesmos.” 

p.s. é sério, sabe as perguntas que fiz, responda-as. Irá ajudar muito. Pegue um caderninho, ou abra um bloco de notas, grava uma mensagem de voz no celular mas tente se responder.

p.s.² Resumo do texto, antes de pensar na relação com o outro, pense na sua relação com você mesmo (a)

Texto :  Bruno Rodrigueis 

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