E parece que aquela fotografia sabia que seria revisitada por diversas vezes para amanhecer o dia e acalmar os olhos da distância que não é lonjura nem espaço ou Tempo, mas apenas um momento de outra espécie de concentração. Pois se o amor esteve sempre ali presente no peito, aguardando este sujeito que deixou de ser estranho ou estrangeiro quando chegou com seu nome, sobrenome causando esta revolução. Mas agora a vida pede que a paciência não vá embora, que haja tranquilidade nas coisinhas mais sutis, que a lembrança e a saudade sejam um motivo para eu me sentir mais feliz. Pois se até aquela fotografia sabia que congelando os nossos sorrisos que compuseram o dia a dia, de amaciar asperezas ela seria, não há como negar nem temer, que algo nos escape ou diminua enquanto sonhamos com a nossa realidade acordada sob o manto amoroso de todas as frases da lua.
Marla de Queiroz

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Tami

 
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