(...)
Eu não carrego pesos desnecessários, por isso carrego uma mochila que não cabe nada além das minhas escolhas: com o que tenho, ainda posso voar, pois a minha consciência é leve. Sou amorosa e feliz. Não preciso fugir de mim habitando lugares por um tempo calculado para que não me conheçam profundamente. 

A vida é palpável, não é um mapa em que traçamos um roteiro previsível, destituído de surpresas e imprevistos. Precisamos saber como e com quem queremos chegar e esse "com quem" somos nós mesmos. Eu sou minha bagagem. Não importa o que tenha dentro dela. Eu preciso saber o que posso deixar pra trás para me sentir leve. Apenas isto.

Eu cresci demais em uma experiência triste recente e, independente do que tenha acontecido de desagradável, eu só trouxe comigo o crescimento. Estamos aqui para evoluir. Por isso não critico ou julgo, pois eu preciso entender a limitação de cada um, mesmo que eu não a aceite.

Os que passam a vida criticando, se colocam num patamar de superioridade: para estes o crescimento é mais lento e doloroso porque é a vida que vai se afunilando para escrever os caminhos de evolução. É mais fácil, ou melhor, mais suave quando podemos tecer nossa narrativa e deixar que a vida dance conosco.

Enfim... Eu tenho muita sorte.
Só me resta ser grata.

Marla de Queiroz

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Tami

 
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