Então eu tenho sonhado com você. E é estranho, pois nos ambientes há sempre poemas em todas as paredes. Sem autoria. Poemas alforriados de seu autor. Mas eu sonho com você e sem qualquer palavra te escuto me falar da sua dor. E eu acordo sem saber se você está triste. Se esta comoção existe, se o inconsciente só me veio dizer que já é hora de tentar desfazer o rancor. 
E eu sonhei com você novamente e tive vontade de abraçar os seus erros, de aliviar nossos pesos, de desanuviar nossos peitos. Mas havia, repentinamente, tanta gente envolvida que o sonho foi se tornando um pesadelo: opiniões pra tudo o que é lado, discussões desgovernadas, maus bocados. 
E eu acordei sem resolver nada, apenas com o seu rosto na memória: do avesso.
Rosto este, o que desconheço.

Marla de Queiroz

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BeijinhO,
Tami

 
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