Essa solidão abissal que habita agora no final de cada tarde tua, esse tempo derramado em conta-gotas, as lembranças tão vivazes de um passado intenso, um agora que só quer ser triste e oco. Tua angústia sussurrada pros amigos, o seu corpo a tremer sem agasalhos, a tristeza elegeu neste momento teu olhar pra ser a fonte dos orvalhos.
E parece que jamais serás a mesma e que nada mais terá sentido como antes, mas assim como é líquida essa tristeza, essas águas são dinâmicas e fluidas.Então deixa que as coisas se renovem, e que as perdas tenham mais de um sentido, que os vazios te ofereçam mais espaço, pra que a vida te compense com o impossível.E permita que a alegria se aproxime, e que traga mais calor para os teus dias, quando tudo nos parece um desolo, é possível ainda assim, ser poesia.
Seja forte, siga em frente, respire fundo, e perceba a importância de se ter braços vazios, pra que se possa ter espaço em si para abraçar o mundo.



Marla de Queiroz 


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