Esqueceu do amor, toda a sua ocupação era um punhado de ciúme: criava histórias que se fechavam apenas na equação imaginária. Esqueceu do amor, virou proprietária (com sócias) de alguém que não admitia tutelas. E achava que estava administrando um condomínio quando era apenas a inquilina de um coração cansado. Esqueceu do amor, desatou a invadir escolhas, a tentar habitar na individualidade e controlar o sentimento e pensamento do Outro. Esqueceu do amor e ficou cada vez mais próxima... do abandono e da loucura.

Marla de Queiroz

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