E foram tantos sentimentos que se precipitaram, corações no precipício. Idas e vindas dizendo que “não, ainda não era isto”. (Mas a paixão cega desde o início). E foram tantos “senão, para que, para onde, até quando” que nem com todas as respostas nos aproximamos. Tinha desejo sobrando, mas o ruído dos versos: nada era fluido ou doce neste processo. E era tanta divagação e psicologia barata tentando encontrar a razão: ficou intacta de romantismo a relação. Estudo antropológico que não soube alteridade, filosofia derramada em páginas que foram só maculadas. E este silêncio de agora vindo falar do desgosto.

Pois, mesmo querendo bastante do muito que nos prometemos, pouco nos permitimos. Agora não resta palavra que cure: apenas silêncio invadindo. 

Marla de Queiroz

0 permitiram-se:

Postar um comentário

Entrem e fiquem avontade!
Coloquem aqui os seus devaneios e confissões...
BeijinhO,
Tami

 
©Suzanne Woolcott sw3740 Tema diseñado por: compartidisimo