Tua existência em momento algum deixou de ser celebrada por mim. Porque quando eu disse do Amor do Todo que mal cabia aqui, eu não falei de algo com prazo de validade ou de qualquer coisa frágil que não superasse um desencontro temporário. Falo de algo tão maior que desconheço o alcance.
Em momento algum te deixei solto no céu. Sempre um olhar estava atento, sempre o pulsar do coração cuidando, vibrando sol de paz. Eu vi de longe teu olhar de chuva.O meu também chovia. Porque a nossa conexão é tão terna, tudo em nós é demasiado forte , talvez por isso alguns ruídos tenham sido altos demais para nós.
Nossa história, para mim, é guardada feito prece, mantra de amor que transmuta, toca ,contagia. Esperei teu tempo, esperei que aquela ardência de qualquer dor trazida à tona fosse redirecionada prum renascimento. Nunca temi que algo se rompesse, porque sei que é grandioso ,mas fiquei penosa pelo que não nos acompanhamos durante este período. A crônica que eu escrevi, queria que você tivesse sido o primeiro a ler. Sei que ia fechar seus olhos e compor a paisagem de cada frase descrita. E que ia me olhar com aquela lágrima presa no cantinho do teu olho orvalhado de satisfação pelo que consegui tecer. Porque sempre nos acompanhamos nessas construções. Porque sempre fomos a maior torcida um do outro. E, como pode, nossos abraços, tão os melhores, como pode a gente ter ficado tanto tempo assim sem eles?
Mas quero te dizer sobre o que você tem de mais lindo. Quero te dizer dos teus caminhos tão ensolarados, das flores plantadas, da Primavera Espiritual que vai te acompanhar por Todo o Sempre. Quero te dizer que você vai ser sempre uma extensão do melhor que tenho dentro. E que tento me melhorar a cada dia para te acompanhar. 
Porque amar você sempre me deixou mais bonita.

Marla de Queiroz

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