"então eu te disse pela milionésima vez que a palavra ‘final’ não é um substantivo. e que adjetivo é esse dos seus olhos que faz todo o planeta parecer absurdo? eu suo, sinto e o coração já não bate no seio porque a casualidade do seu sorrido já acabou comigo. toda a poesia do Leminski perdeu o sentido porque sua boca deixou de rimar com a minha em algum segundo. mas eu tô tão grande, tensa e intensa desse amor ou dessa ausência que talvez tenha engolido você e o mundo. mas nada disso deveria ser dito assim solto nas letras frias do meu teclado porque o calor dos nossos corpos é imã de farmácia, de pizzaria, de supermercado e se sobra vazio eu te amo cheia. quase como a lua. quase sendo sua. mas comecei esse texto pra contar pra todo mundo que você é meio burro e que conquistou zilhões de partes de mim no esporro. comecei isso aqui sem fim. fim, o substantivo real. aquilo do qual eu sempre fujo dizendo adeus. tchau. seus erros são todos meus. acabou…
é o final.
o adjetivo que define meus olhos."

berlin, 1950 

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