E, ontem, você devia estar dormindo ou aninhado com alguém em qualquer canto da cidade. Você devia estar procurando por aí alguma coisa que a gente sempre teve desde o primeiro dia. Não sei por que isso acontece com tantos casais em potencial que acabam se desencontrando, embora convivendo e trocando e querendo a mesma coisa, ali: lado a lado, olhando pros lados. Ontem você devia estar até com um pouco de preguiça de exercer toda a sua sedução sabendo que não renderia além de uma noite de sexo sem nexo. E eu estava com alguém que me olhava com a mesma atenção que você, mas que me acariciava com o seu interesse exclamando todas as suas segundas e inúmeras intenções. Então, por alguns segundos eu pensei que “talvez, quem sabe, quem sabe, talvez” fosse você ali e eu também. O mesmo cenário, vontades que se encontram e um passo a mais. Mas você devia estar em algum outro lugar , pois não era você ali. Ali, quem estava tocando o meu corpo e devorando a minha boca era ele. E foi bom. Mas não era você. Não era. E talvez nunca seja, embora... “talvez, quem sabe”.

Marla de Queiroz

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