Quase não sei o que sinto, se na verdade sinto. O que  não existe  passa a existir ao receber um nome.Eu escrevo  para fazer  existir  e para existir-me. Desde criança  procuro o sopro da palavra  que dá vida aos sussurros. Só não me tornei  um verdadeiro escritor porque me perco demais  entre as vidas e minha vida. E porque  também preciso  pôr ordem  na minha vida, nesse caos de que é feita essa vida grave e inassimilável. Não consigo me associar á minha vida. 

Clarice Lispector,
Livro: um sopro de vida. 

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Tami

 
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