Hoje, pela primeira vez eu chamei B. de MEU AMOR. Foi tão espontâneo que nos espantamos simultaneamente, mas depois o sorriso dele foi se alargando até encostar no meu.
Nunca voltei mais cedo para casa por causa de B., mas hoje eu tive muita vontade de encompridar o nosso tempo juntos: sempre tão descontinuado pela crueldade de um despertador que nos desabraça na hora mais delicada do nosso chamego.
B. nunca foi insistente ou invasivo. B. não quer namorar a poeta, B. me trata como musa e aprecia o que escrevo, ele quer namorar o ser humano inteiro. Ele me olha como pessoa: e nisto percebe todas as minhas fragilidades e as palavras que o meu silêncio mastigou. Conhece minha mandíbula trincada de raiva, minhas infantilidades, o meu ego atuando, e um jeito independente demais que, ele sabe, é pura autodefesa.
B. me desmorona com sua maturidade de chegar junto, de bancar a história, de saber calar quando me altero e de ser assertivo quando se sabe inofensivo. B. não discute, vai embora e volta para me dar tempo de reavaliar minha impetuosidade e de autoanalisar minhas palavras cuspidas. Ele volta quando o meu abraço é sincero, imaculado.
Mas ele faz isso apenas porque nos continuamos sem subtrações. Somos tão lúdicos juntos e o que nos agregamos com a especialidade de cada um é ímpar. Nossa troca é justa, é pura, é deliciosamente nossa. Nosso “estar junto” é um bem-estar único.

Hoje, pela primeira vez, eu chamei B. de MEU AMOR. E, nós sabemos, foi isso que ele se tornou.

Marla de Queiroz

Você se tornou a melhor coisa da minha vida. Adoraria poder te ter a vida inteira ao meu lado. Meu traste gatinho lindo. Amo você! ♥ Mesmo eu falando tantas vezes que não te amo. Eu amo, tá? 

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