Desenterrei você nas cartas não enviadas. Não sei ao certo se você pulou daquelas páginas: vivo, tão cheio de vigor e sensualidade como antes. Mas não estivemos juntos neste meu contato breve: fio condutor que me fez retornar a mim mesma, percebi: “desta forma eu não quero mais. Descanse em paz”. E atirei todas as falsas possibilidades pro Universo. Nunca uma despedida foi tão feliz.
Revisitei um lado meu que sempre foi bonito. Estava enterrado com você, qualidade minha projetada inteira no teu ser. Tomei de volta, virei as costas, segui em frente. Durante muito tempo eu pensava que a sombra que me acompanhava era a tua. Abracei-a, reconhecendo-me nela. Agora posso dizer que a minha luz está inteira.

Marla de Queiroz

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