Ele me conheceu em preto e branco. E trouxe flores para o vestido que ele insistia em tirar a qualquer hora do seu desejo. Eu estava ainda presa no meu mundo paralelo de palavras e nenhuma certeza: tudo muito flácido, trêmulo, desgovernado. Ele me deu um passo firme em sua direção. E me ensinou a entrega mais genuína: eu que pensava ter em mim o abraço de todos os acolhimentos do mundo, só aprendera a ir embora à hora mais exata da aurora. 

Ele me ensinou a querer ficar.

Marla de Queiroz

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