Não é que eu não quisesse estar com você. Mas precisei estar a sós comigo, envolvida em todos os meus silêncios recentes, antigos. No meu jeito de precisar ser como estou e perceber quem estava ali, arraigada. Qual sentimento trazia depois de digerir tua chegada, nosso romance com prazo de validade, essa paixão sem saudade, mas desmesurada. Precisei me recuperar deste oba-oba interminável, teu coração fazendo festa comigo, teu jeito acolhedor de compreender que nem o seu corpo hoje me serviria de abrigo. Talvez hoje eu só quisesse você como amigo. Mas o teu abraço desejoso de algo mais, sempre. Às vezes não tenho para dar nem o que me sobra. E você nunca vai entender o meu comportamento, porque eu também não o entendo. 

Planejei a nossa noite durante todo o dia e, quando finalmente te olhei nossos, pressenti: eu me queria só pra mim com todas as palavras vadias e, a minha cama do lado esquerdo, vazia.


Marla de Queiroz

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