“Vivo em constante overdose: em meu corpo há felicidade ou tristeza, sem meio termo, sempre excesso. Lágrimas de alegria ou decepção, e seja lá quais forem, sempre me afogo. Vicio-me rapidamente, desde as drogas mais nocivas até o amor. E sobre o último, ouso dizer que me provoca a maior e mais inspiradora abstinência. Me inspira, pois, na falta escrevo sobre amores que não vivi, na letra cursiva crio enredo para paixões que nunca vão existir. Essa doença não possui tratamento, meu organismo rejeita o que é bom, e minhas overdoses sempre terminam sozinhas, com um pedaço de papel e caneta em mãos.”
Severinar e Pulverizador

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BeijinhO,
Tami

 
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