Desencantar-se era apenas um jeito de sentir um pouco menos de tudo. Encostar-se no tempo a ver as horas rebentarem feito ondas. Sentar na calçada e esperar a chuva desabar feito um deslumbramento. Era sentir um pouco por fora as paisagens que aconteciam por dentro. Desencantar-se era só um pequeno descanso, era só uma questão de aguardar a mudança dos ventos.

Marla de Queiroz

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