A gente sente quando é afeto. E desde a primeira vez foi. 
Ele chegou sendo: presença, lugar. Sentido. Aos poucos eu fui me tornando inteira ao lado dele. Eu fui me encontrando nele. E ele tomando forma em mim. Sendo em mim.
O destino quis que nossos caminhos se cruzassem. E nós assim o fizemos.
O fato é que com ele eu me compreendo, sem julgamentos. Eu enxergo as coisas de um ângulo jamais visto antes. Sentido antes. E eu sinto tanto. Eu sou tanto com ele. Talvez porque somos feitos da mesma atmosfera, das mesmas saudades. Da mesma vontade. Talvez tanta coisa. Talvez nada. Talvez uma história bordada de sinceridade. De dança.
Fomos um dia. E isso ninguém tira de nós. 
Mas decidimos não mais nos vermos. Decidimos que seria melhor seguirmos outros caminhos, ligados apenas por uma lembrança. 
E embora muita coisa mude (e é normal que isso aconteça), o meu sentimento por ele e o dele por mim, continuarão aqui. Ali. Dentro. Sendo colo. Sendo Poesia. Afeto. Amor-pitanga. Passe o tempo que for, a estação que for, os sorrisos que forem, o que significamos um para o outro será o sentimento do início. O mesmo que nos fez andar de mãos. E coração juntos. 
E assim estamos. Seguindo em frente.  Eu e o moço. Separados pelo espaço, mas jamais pelo tempo. Ou pelo destino, nosso velho conhecido.

Bibiana Benites

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