Uma mulher adulta e vacinada tem o direito de transar com quem quiser, quantas vezes quiser, da forma que quiser. Não jogo pedras em mulheres que se envolvem com homens casados porque eu mesma já me envolvi com um. Na época, eu não sabia que ele era comprometido. Quando soube já estava apatetadamente apaixonada. Tempos depois ele casou e nós continuamos nos encontrando. Sim, eu fui a piranha, safada, cretina e filha da mãe. Ou será que não? 

Eu era adulta e vacinada. Era enlouquecida pelo cara. Se ele tinha namorada, depois ficou noivo e casou é problema dele e dela, não meu. Eu apenas gostava dele. E você sabe: quando a gente gosta fica cega e louca e acredita nas palavras mais fajutas do mundo todo. Ele dizia que ela não entendia ele, que ele só se sentia completo comigo, que eu era demais, que blábláblá. Mas ele casou foi com ela, não comigo. Ele disse até que queria ficar comigo pra sempre. E eu, veja só que tola, acreditei. Mas nada disso importa, não é mesmo? O fato é que eu tinha um caso com um homem casado. Isso faz de mim uma sirigaita de marca maior? Não. Desculpa, mas no meu ponto de vista não faz. Isso fez de mim uma mulher que era apaixonada por um cara, não tinha um pingo de amor próprio e se submetia a tudo, inclusive dividi-lo com outra. Inclua na lista coisas adoráveis como ligar para um telefone desligado, passar finais de semana e festas sozinha, estar conversando animadamente ao celular e de repente a ligação ser cortada, ligar novamente e dar com os burros na água. É, vida de amante é dureza. Não pensa que é fácil. Mas, é claro, é muito fácil jogar pedra na Geni. Em mim. E em todas as mulheres que ficaram com homens casados.
Clarissa Corrêa 

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