Coisas da gaveta

(…) O amor, assim como a vida, não nos dá garantias. Você não sabe quando, como e onde vai morrer (só se você comprou uma bola de cristal, bom, então por favor me passe o seu endereço que quero umas previsões para o ano que vem). E ainda assim vive. Vive como se fosse imortal, pois as pessoas têm essa mania, pensam que tudo podem. Você não sabe até quando, de que forma e por qual motivo vai continuar amando ou vai começar a amar. E ainda assim ama, ou não, uns fogem do amor como se ele fosse inimigo. Que seja eterno enquanto dure. Desculpa, mas eu sou criança. Quando eu era criança pensava que os meus pais iam durar para sempre, achava que eles nunca morreriam. Sei que um dia, tomara que demore muito, eles irão para outro lugar. Mas ainda assim, para mim, serão eternos. Penso assim por sentir um amor infinito por eles. É tão estranho amar alguém, é tão bom e ao mesmo tempo amedrontador, pois você quer que seja eterno, que dure para sempre e se durar até depois do sempre será ainda melhor. Por isso eu ando aflita com essas coisas de amor, com o que dizem. Acho pequeno demais pensar que por dois anos tudo fica bem e depois estraga, acho ruim demais pensar que no começo tudo é belo e depois enfeia, acho triste demais achar que a rotina embaralha os sentimentos.
Talvez tudo isso aconteça por te amar demais. Não de um jeito possessivo e louco, mas de um jeito que me dá a certeza de querer você sempre ao meu lado. Até depois do fim de tudo. Ou do começo. Porque o amor é libertação.
Clarissa Corrêa

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