Como se não bastasse todos os desafios que a gente enfrenta no dia-a-dia, ainda temos que saber lidar com as caras-e-bocas e todas as manhas que a alma faz. A danada é cheia de gosto, se apega a detalhes e é carteirinha em fazer tempestade num copo d’água. Ela chora demais, quer demais, espera demais. Resultado? Se arrebenta demais.
Pra ela, nada é suficiente e tudo ainda é pouco. Por causa da bendita, já fiz força para ter coração de pedra e sangue frio. Nunca consegui. Por mais que eu tente fazer vista grossa e relevar algumas bobagens (?), vem àquela coisinha lá dentro incomodando, tirando do sério, até o ponto que me rendo e tudo desaba. E é sempre assim: dou asas a ela, ela toma conta, e eu explodo. Tudo em mim vira terremoto, me sacode, me revira. Me enlouquece.
Sou paciente, até onde consigo. Até onde suporta o meu limite. Muitas vezes sou calma por fora e agitada por dentro. Sou perfeccionista, sou a senhorita - melancolia. Quando algo não vai bem, choro que nem criança. Até cansar, até me esvaziar, até me achar uma tola por isso. E sempre acabo achando.
Sou um turbilhão de sensações, sinto demais. Tudo em excesso. Sou a que observa, a que calcula, a que vira do avesso, a que se enrola. A que deixa rolar. Sou dramática, sou sensível, sou intensa. Sou forte, sou mansa, sou complicada. Sou o que quero ser. Sou o que ainda não descobri. E já que sou assim, o único jeito, é ser por inteiro.
Ninguém é bonito todo tempo. Se relacionar significa também se deparar com todos os lados que a pessoa tem. Inclusive o feio. O que desaponta, o que irrita, o que enfurece. Até que ponto vale à pena? Depende. Vale até onde você quer, até onde você deixa. Até onde te faz bem. Amor que despersonaliza, não é amor. Não se traia. Seja do outro, mas antes disso, seja de você. Pense em você.
Por mais difícil que pareça, é melhor viver de emoções do que não ter nada no coração. Tem que ter sentido. Tem que pulsar. Quando a gente entende que ninguém é perfeito e que cada cabeça é um mundo oposto ao nosso, as diferenças vão se moldando e se ajustando. Tudo tem solução, uma saída, um jeito. Basta querer. E se doar, e se dispor.
Desatina, mas isso é vida. E eu recomendo.
Karine Melo.

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