Ando perdida... Novidade nenhuma, os que me conhecem sabem que vivo perdida. É fato! Sou mesmo assim. Para falar a verdade acho que já nasci perdida, sem rumo. Acho que já nasci questionando tudo, sempre fui a menina dos “por quês”. Sempre tentando encontrar respostas, mesmo quando já havia desistido das perguntas, mesmo quando ainda nem havia perguntas... Tantas vezes antecipo-me em respostas, para as quais ainda nem existem perguntas, me derramo antes da chuva... Antevejo a estrada, e quase sempre sei onde ela vai dar, e não raras vezes, me perco no meio daquilo que eu já sabia, mas não queria. E, quando me (pres)sinto assim, recuo! Repito-me! Talvez eu saiba exatamente o que fazer para mudar isso, só não sei se quero. Entre o “saber” e o “fazer” há muita coisa no meio, muito a ser reconhecido e descartado. Acho mesmo que a grande verdade é que não quero me libertar de velhas amarras, ainda que o nó esteja tão frouxo... Tenho dificuldade em descartar. Simplesmente não consigo, e mesmo sabendo o que fazer, não faço! Isso deve ser um vício, só pode! Viver perdida, seguir pelos mesmos caminhos, se machucar nos mesmos espinhos, tentar conter abismos que não criei, justificar erros que não são meus (não que eu não os tenha, tenho muitos e pago o preço pelo processo de repetição em que me encontro). Me pego sentindo saudades do que nunca existiu, tentando mudar o que poderia ter sido. Me vejo tentando ler um silêncio que já não diz nada, esperando um gesto onde agora nem mesmo as palavras existem... Me decepciono e não aprendo, fico ainda tentando entender os porquês. E de tantos “porquês”, constato e me perco, pra não ter que admitir que tudo não passou de um engano...
Criis

1 permitiram-se:

Antonio José Rodrigues disse...

Tudo, Tami, é uma questão de decisão. É o ser ou não ser. Beijos

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Entrem e fiquem avontade!
Coloquem aqui os seus devaneios e confissões...
BeijinhO,
Tami

 
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