Não me apaixonei pela visibilidade da tua alegria, me apaixonei pela tua tristeza fantasiada.
Não me apaixonei pelo teu beijo louco e quente, me apaixonei pelo teu abraço pequeno, largo e forte.
Não me apaixonei pelo teu lado pragmático, metódico, certinho de organizar a tua vida e teu armário, mas pela tua loucura de não mensurar o tempo da realização, do teu agora.
Não me apaixonei pela tua maturidade durante os dias da semana, me apaixonei pela criança brincalhonaque me faz rir, mesmo depois de um momento tenso.
Não me apaixonei pelo teu nome forte, mas pelo teu codinome carinhoso e inusitado.
Não me paixonei pela tua serenidade, pelo teu silêncio, mas pela tua fala, pelas horas que a tua linguagemtomava conta do meu ouvir.
Não me apaixonei pela realidade dessa paixão, mas pelo lado imaginário que é mais real que tudo.
Não me apaixonei pela tua chegada, mas pela tua partida certa de retorno.
E Eu, eu que não me apaixonei por nada de tão previsível do que se vê, também me apaixonei por mim, pela surpresa de descobrir que os meus gostos já não são mais os mesmos, e que a paixão que eu nutria com afeto, passou a ser uma bem aventurada mania de ser feliz.
Não me apaixonei pela nossa música, mas pelas letras que compõem o nosso amor.
Luana Ferraz

1 permitiram-se:

Antonio José Rodrigues disse...

A química da paixão, Tami, reage de forma diferente em cada pessoa. Beijos

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Entrem e fiquem avontade!
Coloquem aqui os seus devaneios e confissões...
BeijinhO,
Tami

 
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