Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar...Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Ás vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.
 Clarice Lispector

1 permitiram-se:

POESIA NA ALMA. disse...

"...Ninguém se importava se ela sorria ninguém se importava se ela falava ninguém viu sua roupa nova na rua, ninguém viu quando tropeçou. Anônima continuava a caminhar esperançosa. Na constante busca por algo que nem ela sabia. Poderia apenas afirmar para ela que era uma borboleta e que quando chegasse ao fim da metamorfose ninguém notaria. Quem se importa em ser feliz?..."

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Coloquem aqui os seus devaneios e confissões...
BeijinhO,
Tami

 
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