Hoje, sem querer, entendi completamente o amor.

E digo com toda a convicção que ele só existe nos momentos de maturidade. Quando nos despimos de orgulho, insegurança e medo da reprovação do outro. Quando a existência do outro é de fato relevante e se sobressai no meio de tanto mimimi umbilical que, por vezes, em meio a mágoas, seguimos ruminando.
O amor existe quando conseguimos ver o outro como pessoa que também tem orgulho, insegurança e medos. Quando somos generosos com as dores que também sentimos, quando conseguimos finalmente abrir a cortina que esfumaça o fato de que as dores que conhecemos tão bem são propriedades coletivas, estão aí para serem usadas, são completamente impessoais. Não são nossas, são do mundo inteiro.
O amor mais combina com paciência, tolerância, amizade e generosidade do que com necessidade do carinho que costuma ser a presença do outro. Amizade profunda, é o amor.
Se for outra coisa, não é amor. Amor é ferida que doi e não se sente, mesmo. Mansamente. Enlouquecidamente. Sentimento racionalizado ou não. Calmo ou turbulento. Seja como for, mesmo que doa, é machucado aberto na pele que a gente convive. Ferida que a gente lava, limpa, seca e suja todo dia.
Texto retirado do blog: http://meiasfuradas.wordpress.com/

1 permitiram-se:

Antonio José Rodrigues disse...

TAMI, nunca se compreede o amor, pois a vasta literatura sobre o assunto continua em alta. Beijos

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Entrem e fiquem avontade!
Coloquem aqui os seus devaneios e confissões...
BeijinhO,
Tami

 
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